Geralmente ele começa depois do dia 20 de outubro e o ciclo se completa no Dia de Reis, em 6 de janeiro. Um Mestre da Folia de Reis - chefe dos foliões - seguido dos palhaços do Reisado e de seus instrumentos. Eles acordam moradores, aos finais de semana, para oferecer uma bandeira colorida, cheia de fitas e santinhos, enquanto palhaços dançam na calçada ao som de violão, pandeiro e cavaquinho. Tudo isso com o objetivo de arrecadar donativos para a Folia de Reis, a festa popular vinda de Portugal que ainda sobrevive em algumas cidades brasileiras. Entre estes municípios está Várzea Paulista, que tem um trabalho voltado especificamente para as culturas folclóricas. Final de semanaNeste ano, este ritual terá seu ápice no dia 9 de janeiro, sábado, quando os grupos de Folia de Reis se reúnem para celebrar o Dia de Reis. O evento será realizado no Clube do Periquito e terá início às 15 horas, com a apresentação dos grupos participantes. No domingo, os alimentos e donativos arrecadados serão distribuídos entre os participantes e colaboradores da Folia de Reis.Em Várzea Paulista, esta tradição já é cultuada há 22 anos. Também se tornou tradicional o Encontro de Folia de Reis, realizado no município há quatro anos, em julho, reunindo grupos de todo o Estado. “Estas culturas folclóricas estavam adormecidas. Nossa administração, juntamente com os responsáveis pela cultura, desenvolveram um trabalho de valorização e resgate. Hoje, nossa cidade é referência em culturas tradicionais para a região”, comemora Eufraudízio Modesto, supervisor de Cultura de Várzea Paulista.SimbologiaFolia de Reis é um ato religioso, sagrado e ao mesmo tempo folclórico. Um verdadeiro teatro do povo que conta a história oficial da Igreja Católica sob o olhar da cultura popular tradicional, da propriedade de seus ritos e crenças. “A festa que comemora o nascimento de Cristo desenvolve em seu enredo a viagem que os três reis magos - Baltazar, Belchior e Gaspar - fizeram a Belém para encontrar o Menino Jesus”, explica Alcides Graciano, um dos organizadores da Folia “Luz Divina”. Os palhaços, vestidos a caráter e cobertos por máscaras, representam os soldados dos três Reis, em Jerusalém. “Os foliões abrem alas com uma bandeira abençoada que protege as más influências”, conta Luiz Fernandes, outro membro da folia da codade. As tradições da Folia de Reis têm as suas variantes de acordo com a região onde se manifesta. Os rituais são recriados constantemente pelo improviso e, quando é aceita pelo coletivo, esta manifestação individual é incorporada ao repertório das tradições da comunidade.
Festa mantida há 22 anos Essa festa popular chegou ao município de Várzea Paulista trazida por famílias que chegaram de São José do Rio Preto, incorporada posteriormente por membros vindos de outros estados brasileiros, como Minas Gerais, Paraná e outros do Norte e Nordeste. Foi Mestre “Dival” quem trouxe a tradição para a cidade em 1986, sendo Embaixador da Companhia Luz Divina até 1997, quando o Mestre “Ribas”, que era o Mestre de Palhaços desde o início, assumiu como Embaixador e lidera o grupo de foliões até os dias de hoje. “Nossas famílias mantinham a tradição da Folia de Reis em São José do Rio Preto. Já morando em Várzea Paulista fomos nos encontrando em rodas de violeiros na região e foi nascendo ideia de manter a tradição mesmo longe da terra natal”, conta Alcides Graciano, um dos membros fundadores da folia de Várzea.
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