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Aprovado pela maioria, com 375 dos 513 votos da Casa, o deputado federal Marco Maia (PT-RS) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados na noite desta terça-feira (1º) para o biênio 2011 a 2013. Maia era o candidato governista e tinha apoio de 21 dos 22 partidos com representação na Casa. A votação durou cerca de três horas e foram usadas sete urnas eletrônicas no plenário.
Maia já estava no cargo desde meados do segundo semestre do ano passado, quando substituiu Michel Temer (PMDB-SP), que se licenciou para participar da campanha eleitoral. Com a vitória da chapa PT-PMDB nas urnas, Temer saiu da Casa para assumir a vice-presidência da República.
A disputa à presidência da Câmara tinha candidatura única até uma semana antes da eleição, quando o líder do PR, Sandro Mabel (GO), anunciou a contragosto de seu partido que se lançaria como candidato independente.
Há poucas horas antes da votação prevista para as 18h de hoje, outros dois candidatos, Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Chico Alencar (PSOL-RJ) anunciaram suas candidaturas. Ambos defendiam a independência do Legislativo com relação ao Executivo.
Mabel recebeu 106 votos, Alencar teve 16 e Bolsonaro, 9. Três deputados votaram em branco.
Após o anúncio da vitória, Mabel foi cumprimentar Maia, que retribui a gentileza ao mencioná-lo em seu primeiro discurso como presidente eleito. "Queria destacar a atuação do Sandro Mabel, comprometido com este Parlamento, dedicado ao povo de seu Estado", disse o petista.
Ainda durante o discurso, Maia chamou de "surpreendente" os 16 votos dados ao candidato do PSOL, Chico Alencar. "Ele representa o crescimento deste pensamento, que tem, sem dúvida nenhuma, contribuído para o debate político."
Já com relação ao deputado Bolsonaro, o tom do novo presidente da Casa foi de brincadeira, apesar de dizer que admira "a firmeza nas convicções dele". "De vez em quando eu fico com saudade dos Bolsonaro, porque dentro do Parlamento, nós temos divergências. E quando sinto saudade do Bolsonaro é só falar em ditadura, e em cinco minutos ele aparece nas portas do Senado", afirmou.
Derrotado, Mabel também adotou tom conciliador. "Cada um apresentou suas propostas e, ao mesmo tempo, para superar o outro, foi alinhando as propostas, elas ficaram muito parecidas. Espero que ele [Maia] faça um bom mandato, e vamos ajudar, trabalhar e cobrar."
Também nesta terça-feira, os 513 deputados eleitos foram empossados e as lideranças se reuniram para formar os blocos partidários da Casa.
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