Batalhão de Choque cerca Prefeitura do Rio durante protesto de professores
Dezenas de policiais militares do Batalhão de Choque cercam, na tarde desta terça-feira (20), a sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, centro da capital, por conta de uma manifestação de professores da rede de ensino público.
Em entrevista à Folha, a coordenadora do Sepe (Sindicato dos Profissionais de Educação) na capital, Suzana Gutierrez, disse que a categoria reivindica quatro eixos: reajuste de 19% no salário, plano de carreira unificado, fim das metas em defesa da autonomia pedagógica e contra remoção arbitrária dos profissionais de educação de escolas e creches.
"O governo impõe metas absurdas de aprovação automática na rede de ensino público municipal.
A meta de aprovação do ginásio é de 100% dos alunos.
Isso tem que acabar", diz Suzana Gutierrez.
Em meio a cartazes, faixas, carro de som e um boneco gigante, manifestantes gritam palavras de ordem contra o prefeito da cidade Eduardo Paes (PMDB). "Educação na rua. Dudu a culpa é sua".. "Violência não. Aqui só tem funcionário da educação".
Os professores da rede publica municipal e estadual, de greve desde o dia 8, se reuniram em assembleia, mais cedo, no Clube Municipal, na Tijuca (zona norte).
Em seguida, cerca de 4.000 educadores seguiram em passeata até a prefeitura.
Por enquanto, não foram registrados tumultos.
Os manifestantes dizem que só deixam a frente da prefeitura se Eduardo Paes atender a um representante deles.
(Folha de São Paulo)
(Folha de São Paulo)

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